Well, não gosto de escrever posts destinados, sempre gosto de expor do jeito que está na minha cabeça e sempre é tudo meio poético em forma de prosa ou poesia, o que muito amo...de qq forma o blog é meu e nele eu faço o que quero e aqui não quero agradar aos estilos e sim expor um sentimento, sei lá...queria agradecer a todas as pessoas que me suportaram esse ano e dizer que estou novinha em folha pro ano que vem e que serão mais 365 dias de pura Jan, sem cortes e sem censuras para todas as pessoas que abaixo seguem e ainda aproveitar o ensejo e desejar sorte no ano que vem, pq eu estou com todo o gás...e enfim...hj eu tou meio triste pq eu tô sozinha, mas como a carol diz : 'Hoje eu tô sozinha e tudo parece maior, mas é melhor ficar sozinha, que é pra não ficar pior', então...é melhor néah?
Agradecimentos:
*Deus
*Mamusca e Paputka
*Irmãos (Decona, Krokinha, Gordo e Johnny)
*Amigos > Leandro, Ju, Má, Leuries, Fernando.
*Dokinha
*O povo do trabalho, especialmente Mamusca Aires
**E resto que por ventura eu esqueci...
Lembretes e créditos (vc sabe o que são créditos duh? Depois eu te mostro (voz de mulher do tele sexo)) totalmente especiais pro meu amigão blaster tesudo, LEANDRO.
Beijos incessantes na Ju
Muita prosa e atenção pra Má
E sexo atoa pro Fernando (vugo Virgínia > meu marido)
E sempre acolhimento total pra loucuras e surtos da Leuries...
Muito obrigada e até ano que vem!
Beijo da doida mais doida que vcs têm eu, a Jan... XD
Maldade das maldades diz o (...) tudo é maldade. Ela se faz e refaz no adeus e me ludibria no jamais. Eis a maldade do tirano bem.
30 de dez. de 2005
18 de dez. de 2005
Sem Conexão
Impulso
Sem pulso
Sem nada
Indiferente
Inconseqüente
Apaixonada
Influente
Masoquista
Sado
Triste
deprimida
Cadê?
Você?
Escondas-te de mim! Mande-me flores no natal!
Tire essas roupas, ande! Tire esse peito, vamos!
Por favor, friccione com mais força!
Mova essas cordinhas mais lentamente...
Cuida de mim?
Fica aqui no meu peito?
Lave os cabelos...Sugue meu sangue!
Seja nada, seja tudo...
Não faça o que eu quero
Eu quero que não faça
É diferente, é estonteante...
Dá-me seu seio?
Dê-me um sopro
Arranque um suspiro
Deixe-me vencer?
Faça-me perder?
Vou amar até o fim
E vai acabar
O dia já foi
Eu cumpri o acordo
Não te amei ainda...
Sem pulso
Sem nada
Indiferente
Inconseqüente
Apaixonada
Influente
Masoquista
Sado
Triste
deprimida
Cadê?
Você?
Escondas-te de mim! Mande-me flores no natal!
Tire essas roupas, ande! Tire esse peito, vamos!
Por favor, friccione com mais força!
Mova essas cordinhas mais lentamente...
Cuida de mim?
Fica aqui no meu peito?
Lave os cabelos...Sugue meu sangue!
Seja nada, seja tudo...
Não faça o que eu quero
Eu quero que não faça
É diferente, é estonteante...
Dá-me seu seio?
Dê-me um sopro
Arranque um suspiro
Deixe-me vencer?
Faça-me perder?
Vou amar até o fim
E vai acabar
O dia já foi
Eu cumpri o acordo
Não te amei ainda...
11 de dez. de 2005
Porque o corpo alimenta a alma

Porque a alma é uma via lactea, etérea
Porque o corpo é feminino, menino
Porque a minha alma é um corpo etéreo feminino
Porque o meu feminino, precisa do corpo menino
E o menino do feminino que é menino, menina
Que segue a sina dos corpos
Do torpor das almas, almas felizes com corpos, infelizes sem almas
Almas felizes sem corpos
Porque o poeta devaneia sobre o corpo feminino
Seu menino, devaneia na veia a dor
O langor do corpo ferido, proferido, preferido
Um corpo feminino, o meu, o seu
Entregues ao chão do esplendor.
28 de nov. de 2005
Grito
Não perdi, arduei de fato
E mesmo sem tanta certeza
Afirmo com tenaz clareza
Não me perdeste e foi tudo boato
O que andam comentando
Nem sei mais do que estou falando
Mas reafirmo com certeza absoluta
Nada acabou e, para o fim, o inicio inda reluta
Amar tempestades e crer no infinito
Partir desastres, eu não partir, repito
Porque a minha eloqüência inexiste
Porque em minha alma teu ser persiste
Em nunca me abandonar
Em estar sempre aqui cravada em meu peito
Pelo destino, para o nosso fim, dar um jeito
Mas o teu destino é comigo sempre estar
O que eles pensam já não me importa
E não importo mais, se pareço prepotente
Porque em meu caráter isso é inexistente
É coisa teórica, é uma lei morta!
A alegria de estar contigo, pra mim, incomensurável
E de longe te afastas e aproximas de meu ser insuportável
E em mim tu és, mais que uma amiga, mais do que uma pura normalidade
És meu sorriso, meu ombro amigo, minha felicidade!
à minha amiga...
E mesmo sem tanta certeza
Afirmo com tenaz clareza
Não me perdeste e foi tudo boato
O que andam comentando
Nem sei mais do que estou falando
Mas reafirmo com certeza absoluta
Nada acabou e, para o fim, o inicio inda reluta
Amar tempestades e crer no infinito
Partir desastres, eu não partir, repito
Porque a minha eloqüência inexiste
Porque em minha alma teu ser persiste
Em nunca me abandonar
Em estar sempre aqui cravada em meu peito
Pelo destino, para o nosso fim, dar um jeito
Mas o teu destino é comigo sempre estar
O que eles pensam já não me importa
E não importo mais, se pareço prepotente
Porque em meu caráter isso é inexistente
É coisa teórica, é uma lei morta!
A alegria de estar contigo, pra mim, incomensurável
E de longe te afastas e aproximas de meu ser insuportável
E em mim tu és, mais que uma amiga, mais do que uma pura normalidade
És meu sorriso, meu ombro amigo, minha felicidade!
à minha amiga...
20 de nov. de 2005
Não quero mais

As pessoas me vêem, perguntam e eu sempre sorrio em assertiva e lhes respondo algo que querem ouvir, ou o que eu queria ouvir...
A partir de hoje, direi somente a verdade sem omissões...
Se me perguntarem: Você vai voltar?
Eu vou responder: Provavelmente não...
Posso chorar, espernear, deprimir, mas não vou mais me enganar...
Aos que me perguntam: "Jana, você vai voltar?"
Eis minha resposta: "NÃO VOLTAREI, JAMAIS VOLTAREI, POIS A MINHA VIDA SE MORREU PELOS CAMINHOS POR ONDE PASSEI"
Sem objeções, a Jan voltou a ser a sinceridade em pessoa e não a agradabilidade em pessoa, obrigada, não volte sempre...
Essa é minha vida...
29 de out. de 2005
Desejo
Retornou à quimera
Retornou ao auge do sofrimento anunciado
Retornou ao alaranjado
Seu corpo é exigente, retoma a si, há cenas tórridas
Não há definições por partes
Define o que deseja e assim passa a ser
Deseja intrepidamente pertencer
Deseja devassamente possuir
São dois corpos
São duas gentes
Ama a um e deseja
Deseja e apenasmente carne, volúpia, lascívia
Quem ama se sorri
Quem deseja, deseja
Fidelidade há
Nela consigo
Fiel à alma, ao corpo
Contradição se confunde em pensamentos
Seu corpo mais que beijo, deseja
A corpos, a laços
Deseja também não sofrer tanto
Deseja a mais que isso, quer ser visto, tocado
Quer exaurimento descompassado
Quer permitir, quer ser invadido
A mente já não anda bem
Ela deambula e separa
Deseja aos dois
Deseja invasão e invadir
Deseja freementemente a permissividade dos pagãos
Aqui não há mais nem religião
Senão devassar e exaurir
Quer mais do que órgãos comprimidos, flameja
Quer mais que a doçura, deseja
Quer pele, quer ossos, quer almas
Quer corpos, quer sacudidelas, quer embaraços
Há organismos, há gentes
Com esses seus corpos exigentes, há de terminar sozinha
Se suga, se cheira, sucumbe.
Nada mais, nunca mais, ninguém mais
Só o porto e o cais de sua paz em seus mares abissais.
Retornou ao auge do sofrimento anunciado
Retornou ao alaranjado
Seu corpo é exigente, retoma a si, há cenas tórridas
Não há definições por partes
Define o que deseja e assim passa a ser
Deseja intrepidamente pertencer
Deseja devassamente possuir
São dois corpos
São duas gentes
Ama a um e deseja
Deseja e apenasmente carne, volúpia, lascívia
Quem ama se sorri
Quem deseja, deseja
Fidelidade há
Nela consigo
Fiel à alma, ao corpo
Contradição se confunde em pensamentos
Seu corpo mais que beijo, deseja
A corpos, a laços
Deseja também não sofrer tanto
Deseja a mais que isso, quer ser visto, tocado
Quer exaurimento descompassado
Quer permitir, quer ser invadido
A mente já não anda bem
Ela deambula e separa
Deseja aos dois
Deseja invasão e invadir
Deseja freementemente a permissividade dos pagãos
Aqui não há mais nem religião
Senão devassar e exaurir
Quer mais do que órgãos comprimidos, flameja
Quer mais que a doçura, deseja
Quer pele, quer ossos, quer almas
Quer corpos, quer sacudidelas, quer embaraços
Há organismos, há gentes
Com esses seus corpos exigentes, há de terminar sozinha
Se suga, se cheira, sucumbe.
Nada mais, nunca mais, ninguém mais
Só o porto e o cais de sua paz em seus mares abissais.
23 de out. de 2005
Trizteza mórbida
Estou aqui, pode entrar
Pode adentrar, pode me despir
Pode me sugar, se interferir
Pode ferir, se for depois cuidar
Pode sair, se for depois voltar
Pode sorrir, se depois vir me dizer desculpa e abraçar
Pode pedir favores, pode mandar
Pode dizer que liga, prometo não mandar dizer que não estou
Posso ficar 5 minutos ao telefone explicando ou ouvindo explicações
Explico sobre as minhas atitudes
Ouço explicações
Pode tentar me convencer a mudar de idéia, mas advirto que serão dias de muito carinho e muita paciência comigo, mudar de idéia é difícil no meu caso.
Pode usar a minha mente
Pode entrar na minha história
Pode ter-me pessoalmente
Pode ter a minha visão de mundo
Pode deixar que eu te convença
Podemos chegar a um consenso
Deixo adentrar em meu obscuro
Deixo que me vejas com clareza
Pode se enjoar e se enojar comigo
Pode saber de meus vícios e de minha manias
Pode saber de minha dor
Pode me dar prazer
Pode lavar meu corpo e enriquecer meu ego
Pode fazer tudo o que quiser
Porque este é o meu desejo e o respeito
Porque ser assim, desta forma, a alguns é a minha vontade
O meu respeito é maior, ainda, do que a logia
Respeito o meu desejo e não raciocino
Aqui há permissividade
Permito.
Adentre.
Penetre.
Entre sem pedir licença.
Deleite-se.
Delicie-se.
Ejacule nos vãos de meus pensamentos
E goze em minha voluptuosidade
Aqui tudo é permitido.
Pode adentrar, pode me despir
Pode me sugar, se interferir
Pode ferir, se for depois cuidar
Pode sair, se for depois voltar
Pode sorrir, se depois vir me dizer desculpa e abraçar
Pode pedir favores, pode mandar
Pode dizer que liga, prometo não mandar dizer que não estou
Posso ficar 5 minutos ao telefone explicando ou ouvindo explicações
Explico sobre as minhas atitudes
Ouço explicações
Pode tentar me convencer a mudar de idéia, mas advirto que serão dias de muito carinho e muita paciência comigo, mudar de idéia é difícil no meu caso.
Pode usar a minha mente
Pode entrar na minha história
Pode ter-me pessoalmente
Pode ter a minha visão de mundo
Pode deixar que eu te convença
Podemos chegar a um consenso
Deixo adentrar em meu obscuro
Deixo que me vejas com clareza
Pode se enjoar e se enojar comigo
Pode saber de meus vícios e de minha manias
Pode saber de minha dor
Pode me dar prazer
Pode lavar meu corpo e enriquecer meu ego
Pode fazer tudo o que quiser
Porque este é o meu desejo e o respeito
Porque ser assim, desta forma, a alguns é a minha vontade
O meu respeito é maior, ainda, do que a logia
Respeito o meu desejo e não raciocino
Aqui há permissividade
Permito.
Adentre.
Penetre.
Entre sem pedir licença.
Deleite-se.
Delicie-se.
Ejacule nos vãos de meus pensamentos
E goze em minha voluptuosidade
Aqui tudo é permitido.
15 de out. de 2005
É costumaz...
Ao som de "Beatriz"
Não é desejo
Não é vontade
É um respeito tremendo
Sou dona de mim e de mais ninguém, posso me conter, mas ninguém mais eu posso
Não posso obrigar a moça a me amar e me achar a 8ª maravilha...
Mas posso dizer que a escolha fica a seu critério, posso oferecer meu peito inalterado para que ela se deite e posso expor a minha opinião, posso dizer o que acho, sempre me baseando em conhecimento vivenciado, posso deixar e ouvir, posso me doar, me abandonar...
O que mais eu posso fazer é ir embora e vou! Afirmo, vou embora...
Posso também me alterar, ser feroz, ser atroz e extremamente fria...
Posso expor apenas o que sinto, sem racionalidade alguma
Posso deixar a ferida aberta p'ra qualquer um ver e pisar ou tentar sarar...
Posso fazer muitas coisas, posso pensar, posso me achar a melhor pessoa, posso tentar ser
Mas o que mais posso é me calar e deixar claro, por meu olhar, que nada me agrada
Mas, e quem não me vê? Quem não tem a sorte de olhar em meus olhos tristes e rígidos?
O que posso fazer para ser igual com eles?
O que posso fazer para ser mais enérgica? Menos pacata? Menos marasmenta?
Posso escrever, como faço agora...
Posso me calar e ficar ausente e prefiro...
Não sou falta, não quero ser falta, não quero ser motivos...
O que mais é permitido saber ao meu respeito?
Sabe um medo?
Um medo de ser o ridículo, não porque vc se considera, mas vc estima demais alguns pensares?
Sabe o que é medo? Ser o medo, mesmo na força mais forte?
Naquela força, onde vc suporta tudo? Tudo vc aguenta inalterado (a)?
Você ouve ofensas, você vê misérias, você escreve tragédias, você fala sandices...
Você sabe de tudo o que é permitido e se agrura por não poder, de um certo modo, expôr, porque você se considera dramático demais?
Conta algo e já sabe que se arrependerá depois?
Não porque você é a pior das pessoas, não! Você se considera sempre muito forte e é...
Saber do medo, não é saber o que o causa e a causa sempre é uma negativa de felicidade.
E a causa é o motivo de sua desconfiança, de sua observância demasiada em pequenos fatos...
Porque a causa, porque uma causa é a escultura de sua fraqueza...
Quem quer ser fraco ao seu estimado?
Quem quer se mostrar fraco diante de seu opressor?
Quem quer ser fraco diante do seu devaneio-dispárico? (eu inventei agora)
Quer ser a presa, quer ser o alvo, o alvo que receberá a flechada e não o afago?
Quem quer?
Qual altruista quer?
A covardia é uma acompanhante que cobra caro, ou nem cobra, ela faz o seu serviço e vc é que paga caro porque a deixou te acompanhar...
Por mais deliciosa que se apresente, mais famélica, mais divina, é recusada por mim...
E a coragem tem um caso sórdido comigo...
A gente faz loucuras de vez em quando...
Mas tenho um defeito (ainda mais um)
Mantenho outro caso estreito com o orgulho e nos enlaçamos forte!
Ele tem as mãos delicadas (nada pessoal) e me invade e penetra e perpetra algum rancor...
Com este outro eu brigo mais do que "faço amor" (estou abalada, eu? usando eufemismo? Tem algo errado!), na verdade às vezes ele me violenta...é cruel e dolorido...
"Olha, será que ela é moça? Será que ela é triste? Ou será que é o contrário?
...será que é loucura? será que é cenário?
...me ensina a não andar com os pés no chão, para sempre é sempre por um triz
Diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
...e se um dia ela despencar do céu?
...e se os pagantes exigirem bis?
...e se eu pudesse entrar na sua vida?"
Não é desejo
Não é vontade
É um respeito tremendo
Sou dona de mim e de mais ninguém, posso me conter, mas ninguém mais eu posso
Não posso obrigar a moça a me amar e me achar a 8ª maravilha...
Mas posso dizer que a escolha fica a seu critério, posso oferecer meu peito inalterado para que ela se deite e posso expor a minha opinião, posso dizer o que acho, sempre me baseando em conhecimento vivenciado, posso deixar e ouvir, posso me doar, me abandonar...
O que mais eu posso fazer é ir embora e vou! Afirmo, vou embora...
Posso também me alterar, ser feroz, ser atroz e extremamente fria...
Posso expor apenas o que sinto, sem racionalidade alguma
Posso deixar a ferida aberta p'ra qualquer um ver e pisar ou tentar sarar...
Posso fazer muitas coisas, posso pensar, posso me achar a melhor pessoa, posso tentar ser
Mas o que mais posso é me calar e deixar claro, por meu olhar, que nada me agrada
Mas, e quem não me vê? Quem não tem a sorte de olhar em meus olhos tristes e rígidos?
O que posso fazer para ser igual com eles?
O que posso fazer para ser mais enérgica? Menos pacata? Menos marasmenta?
Posso escrever, como faço agora...
Posso me calar e ficar ausente e prefiro...
Não sou falta, não quero ser falta, não quero ser motivos...
O que mais é permitido saber ao meu respeito?
Sabe um medo?
Um medo de ser o ridículo, não porque vc se considera, mas vc estima demais alguns pensares?
Sabe o que é medo? Ser o medo, mesmo na força mais forte?
Naquela força, onde vc suporta tudo? Tudo vc aguenta inalterado (a)?
Você ouve ofensas, você vê misérias, você escreve tragédias, você fala sandices...
Você sabe de tudo o que é permitido e se agrura por não poder, de um certo modo, expôr, porque você se considera dramático demais?
Conta algo e já sabe que se arrependerá depois?
Não porque você é a pior das pessoas, não! Você se considera sempre muito forte e é...
Saber do medo, não é saber o que o causa e a causa sempre é uma negativa de felicidade.
E a causa é o motivo de sua desconfiança, de sua observância demasiada em pequenos fatos...
Porque a causa, porque uma causa é a escultura de sua fraqueza...
Quem quer ser fraco ao seu estimado?
Quem quer se mostrar fraco diante de seu opressor?
Quem quer ser fraco diante do seu devaneio-dispárico? (eu inventei agora)
Quer ser a presa, quer ser o alvo, o alvo que receberá a flechada e não o afago?
Quem quer?
Qual altruista quer?
A covardia é uma acompanhante que cobra caro, ou nem cobra, ela faz o seu serviço e vc é que paga caro porque a deixou te acompanhar...
Por mais deliciosa que se apresente, mais famélica, mais divina, é recusada por mim...
E a coragem tem um caso sórdido comigo...
A gente faz loucuras de vez em quando...
Mas tenho um defeito (ainda mais um)
Mantenho outro caso estreito com o orgulho e nos enlaçamos forte!
Ele tem as mãos delicadas (nada pessoal) e me invade e penetra e perpetra algum rancor...
Com este outro eu brigo mais do que "faço amor" (estou abalada, eu? usando eufemismo? Tem algo errado!), na verdade às vezes ele me violenta...é cruel e dolorido...
"Olha, será que ela é moça? Será que ela é triste? Ou será que é o contrário?
...será que é loucura? será que é cenário?
...me ensina a não andar com os pés no chão, para sempre é sempre por um triz
Diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
...e se um dia ela despencar do céu?
...e se os pagantes exigirem bis?
...e se eu pudesse entrar na sua vida?"
12 de out. de 2005
Será que ela é moça?
Visualizo o meu passar e ouvir...um som ruidoso de caminhão ao nosso lado...
Disse-lhe: "Ouça! Como é bela!!!"
Conversamos o tempo todo, mas não sabemos nada de nós...
Perguntamos a nossa opinião, mas pouco importa o que eu disser...eu digo e abaixo a vista...
Sorrimos e dançamos a música que levei, bate com a mão no volante, deixa-me esperando, manda-me ir correndo...falamos de outros eu ouço mais do que falo...
Encosto no banco, ela me olha com o olhão arregalado, sorri...
Gosto de sua irreverência, eloqüência, gosto de estar sob teu braço e receber teu carinho...
Sabe de algum devaneio de minha vida, sabe da ferida que eu mesma fiz...
Sabe de meu amigo secreto...
Disse-me: "Diga-me! Diga-me sobre a tua felicidade! A buscarei se for preciso!"
Sorrio, sorrio, sorrio...a minha felicidade está em cada segundo que passo sorrindo contigo, eu bem penso...
Ter amigos é uma virtude, eu tenho uma virtude...eu tenho um amigo...ou três...não sei ao certo...
Sinto-me feliz quando eles perguntam como eu estou, mas ao mesmo tempo tenho medo que eles saibam o que eu realmente sinto...
Fugir, fugir..correr, correr...até quando eu ficarei andando em círculos?
... e se eu pudesse entrar na sua vida...
Disse-lhe: "Ouça! Como é bela!!!"
Conversamos o tempo todo, mas não sabemos nada de nós...
Perguntamos a nossa opinião, mas pouco importa o que eu disser...eu digo e abaixo a vista...
Sorrimos e dançamos a música que levei, bate com a mão no volante, deixa-me esperando, manda-me ir correndo...falamos de outros eu ouço mais do que falo...
Encosto no banco, ela me olha com o olhão arregalado, sorri...
Gosto de sua irreverência, eloqüência, gosto de estar sob teu braço e receber teu carinho...
Sabe de algum devaneio de minha vida, sabe da ferida que eu mesma fiz...
Sabe de meu amigo secreto...
Disse-me: "Diga-me! Diga-me sobre a tua felicidade! A buscarei se for preciso!"
Sorrio, sorrio, sorrio...a minha felicidade está em cada segundo que passo sorrindo contigo, eu bem penso...
Ter amigos é uma virtude, eu tenho uma virtude...eu tenho um amigo...ou três...não sei ao certo...
Sinto-me feliz quando eles perguntam como eu estou, mas ao mesmo tempo tenho medo que eles saibam o que eu realmente sinto...
Fugir, fugir..correr, correr...até quando eu ficarei andando em círculos?
... e se eu pudesse entrar na sua vida...
6 de out. de 2005
Erga Omnes
Vista-se! Eu te despi!
Não te amostras, não elucidas...
Por quê tanto eufemismo?
Por quê tonto ilusionismo?
Vamos, ande! Faça amor!
Fabrique! Estou esperando!
Que mal há em fazer sexo com amor, ao invés de eufemizar tudo e fazer amor?
A dura realidade fuzila, confesso, mas eu deveria ver o lado romântico...?
“Todos os realistas são infelizes, deprimidos, empiricamente falando”.
Como encarar com romantismo tão fuzilante declaração?
O que há de mau na realidade?
O que há de ruim em ser claro e objetivo, respeitando com logismo alguns momentos em que calar vale muito mais?!
Ande meu bem! Vou dar a Luz!
Subentende-se a luz do mundo?
Que luz é essa que darei?
A frustração bateu em minha porta e foi romântico!?
Foi maravilhoso aquele em que um ser totalmente desprovido de malícia me veio confrontar: “Existe amor a primeira vista!”
Passados 20(vinte) anos, descobri o amor, passaram-se 20(vinte) anos e eu só percebi quando a vida tomou forma de morte...
Quando arde, acelera e excita é paixão, novamente bato na mesma tecla, novamente estou aqui para abrir os olhos do leitor...
Não te abras tanto, não te entregues tanto, não te denuncies! Não digas, sinta, pululante, ofegante ruído inaudível que tu mesma fazes;
Olhes em tua volta, por favor, vejas!
Súplicas te faço!
Não te despeças, não te abandones...
Ouça as batidas paulatinas de meu pulso...
Vejas que minha pele resseca
Vejas que me despi
Olhes aqui meus mamilos róseos!
Por favor, olhes, olhes aqui além de meu peito
Vejas o quanto de sangue bombeia
Sinta a taquicardia
Aproximes-te mais, invada-me atroz!
Por Deus! Não feches os olhos da mente, não feches os olhos da alma!
Vejas-me, me sintas, sucinta te vais!
Por favor, não sofras...
Não conheças o lado translúcido do muro...
Tudo dará certo, tu não sofrerás, tu não verás a luz no fim do túnel, porque nunca entrarás nele, porque tu nunca cairás...
Porque de nuvem em nuvem se chega ao céu, porque só haverá mel, já que foste criada para isto...
“Certo dia tive o imenso prazer de conhecer um rapaz que se chamava Ed (sim, é Ed mesmo, não é abreviação de outro nome), o Ed é (era) um rapaz dotado de extremo conhecimento, muito mais do que muita gente que conheci; um dia sentei ao seu lado (do ed, perdoe pela ambigüidade que gerei), peguei em sua mão, tão delicada, tão macia, conversei muito tempo com ele e perguntei como funcionava a máquina que estava sob a mesa dele, ele disse que era simples e perguntou se eu queria ver como funcionava a máquina, eu respondi positivamente, então ele começou a apertar os botões... ele fez o alfabeto, os números e também meu nome na máquina de Braille dele, sim, o Ed é (era) cego, embora isso ele nunca deixou de ver a realidade, nunca fechou os olhos da alma dele; nunca viu o sol, não sabe o que é o verde, nem o azul, nada. O Ed foi um impulso, o Ed me ensinou a ver a realidade que eu não via...”
É duro acreditar em Deus já que não O vemos, mas talvez Ele seja o Ser mais real, mais imbuído de realidade e racionalidade...
Enxergar à nossa frente, isto te peço, olhes com cautela o chão que pisas, vejas, por Deus, vejas!
Não quero teu sofrimento, jamais!
Sejas um pouco comedida...
“Os olhos são a luz da alma”
Tua alma está carregada de escuridão, porque te negas a ver a verdade.
Sorrias comigo! Deixe-me fazê-la sorrir...
Deixe-me mostrar a rela felicidade;
Deixe-me te invadir;
Deixe-me percorrer em tua mente...
Deixe-me saber teus desejos, teus anseios;
Deixe que eu mostre uma luz, uma defesa...
Deixe-me agir com leveza nessa alma voraz...
Deixe-me lamber tua decência
Deixe-me sugar tua agonia
Deixe-me devastar teu corpo e ressequir teu sono
Não me deixe cair no engano de te querer e sucumbir...
À A.F.L
Não te amostras, não elucidas...
Por quê tanto eufemismo?
Por quê tonto ilusionismo?
Vamos, ande! Faça amor!
Fabrique! Estou esperando!
Que mal há em fazer sexo com amor, ao invés de eufemizar tudo e fazer amor?
A dura realidade fuzila, confesso, mas eu deveria ver o lado romântico...?
“Todos os realistas são infelizes, deprimidos, empiricamente falando”.
Como encarar com romantismo tão fuzilante declaração?
O que há de mau na realidade?
O que há de ruim em ser claro e objetivo, respeitando com logismo alguns momentos em que calar vale muito mais?!
Ande meu bem! Vou dar a Luz!
Subentende-se a luz do mundo?
Que luz é essa que darei?
A frustração bateu em minha porta e foi romântico!?
Foi maravilhoso aquele em que um ser totalmente desprovido de malícia me veio confrontar: “Existe amor a primeira vista!”
Passados 20(vinte) anos, descobri o amor, passaram-se 20(vinte) anos e eu só percebi quando a vida tomou forma de morte...
Quando arde, acelera e excita é paixão, novamente bato na mesma tecla, novamente estou aqui para abrir os olhos do leitor...
Não te abras tanto, não te entregues tanto, não te denuncies! Não digas, sinta, pululante, ofegante ruído inaudível que tu mesma fazes;
Olhes em tua volta, por favor, vejas!
Súplicas te faço!
Não te despeças, não te abandones...
Ouça as batidas paulatinas de meu pulso...
Vejas que minha pele resseca
Vejas que me despi
Olhes aqui meus mamilos róseos!
Por favor, olhes, olhes aqui além de meu peito
Vejas o quanto de sangue bombeia
Sinta a taquicardia
Aproximes-te mais, invada-me atroz!
Por Deus! Não feches os olhos da mente, não feches os olhos da alma!
Vejas-me, me sintas, sucinta te vais!
Por favor, não sofras...
Não conheças o lado translúcido do muro...
Tudo dará certo, tu não sofrerás, tu não verás a luz no fim do túnel, porque nunca entrarás nele, porque tu nunca cairás...
Porque de nuvem em nuvem se chega ao céu, porque só haverá mel, já que foste criada para isto...
“Certo dia tive o imenso prazer de conhecer um rapaz que se chamava Ed (sim, é Ed mesmo, não é abreviação de outro nome), o Ed é (era) um rapaz dotado de extremo conhecimento, muito mais do que muita gente que conheci; um dia sentei ao seu lado (do ed, perdoe pela ambigüidade que gerei), peguei em sua mão, tão delicada, tão macia, conversei muito tempo com ele e perguntei como funcionava a máquina que estava sob a mesa dele, ele disse que era simples e perguntou se eu queria ver como funcionava a máquina, eu respondi positivamente, então ele começou a apertar os botões... ele fez o alfabeto, os números e também meu nome na máquina de Braille dele, sim, o Ed é (era) cego, embora isso ele nunca deixou de ver a realidade, nunca fechou os olhos da alma dele; nunca viu o sol, não sabe o que é o verde, nem o azul, nada. O Ed foi um impulso, o Ed me ensinou a ver a realidade que eu não via...”
É duro acreditar em Deus já que não O vemos, mas talvez Ele seja o Ser mais real, mais imbuído de realidade e racionalidade...
Enxergar à nossa frente, isto te peço, olhes com cautela o chão que pisas, vejas, por Deus, vejas!
Não quero teu sofrimento, jamais!
Sejas um pouco comedida...
“Os olhos são a luz da alma”
Tua alma está carregada de escuridão, porque te negas a ver a verdade.
Sorrias comigo! Deixe-me fazê-la sorrir...
Deixe-me mostrar a rela felicidade;
Deixe-me te invadir;
Deixe-me percorrer em tua mente...
Deixe-me saber teus desejos, teus anseios;
Deixe que eu mostre uma luz, uma defesa...
Deixe-me agir com leveza nessa alma voraz...
Deixe-me lamber tua decência
Deixe-me sugar tua agonia
Deixe-me devastar teu corpo e ressequir teu sono
Não me deixe cair no engano de te querer e sucumbir...
À A.F.L
2 de out. de 2005
Divagações
Por mais que eu pare e analise e chegue a frustradas conclusões
Há confusão, só há em mim plena confusão, que me parece tão perene
Transitório é o meu calor, e minha graça, e minha negação
Tudo é meio efêmero mesmo que congelado em nossos ressequidos corações...
Tudo passa, mesmo que dentro de minha mais cálida memória, eu me lembre de cada palavra bem dita, bem escrita (adoro a escrita, mais ainda, do que a dialética), mesmo no meu decrepitar, no meu entardescer...
Sou a tarde, a noite, a manhã inebriada...
Cada partícula de som e de luz, mil sorrisos
Não artimanho nada, nada eu planejo e me vejo cerceada por mim mesma em meus abismos...
Nada mais me deprime, um corpo, sem existir em mim comprime, todo o despudoramento que em mim há tempos, não tão distantes, haviam...
E me desmascaro, e lá estou lânguida, e túrgida, e lasciva...
E lá estou despudorada...lá estou encolhida em meu sofá de dois lugares, bem encolhida
Recolhida, olhando as telhas cinza, vendo os pardais se aglutinarem em meu varal...
E lá estou febril em meu cobertor azul, num calor assombroso, numa chama em mim mesma...
E ela existe, eu afirmo! Persiste, eu reafirmo e está aqui, já faz parte do meu corpo...
E me confunde a cada segundo, muito mais...
Eu não nego, não relego...a cá estou...
Há confusão, só há em mim plena confusão, que me parece tão perene
Transitório é o meu calor, e minha graça, e minha negação
Tudo é meio efêmero mesmo que congelado em nossos ressequidos corações...
Tudo passa, mesmo que dentro de minha mais cálida memória, eu me lembre de cada palavra bem dita, bem escrita (adoro a escrita, mais ainda, do que a dialética), mesmo no meu decrepitar, no meu entardescer...
Sou a tarde, a noite, a manhã inebriada...
Cada partícula de som e de luz, mil sorrisos
Não artimanho nada, nada eu planejo e me vejo cerceada por mim mesma em meus abismos...
Nada mais me deprime, um corpo, sem existir em mim comprime, todo o despudoramento que em mim há tempos, não tão distantes, haviam...
E me desmascaro, e lá estou lânguida, e túrgida, e lasciva...
E lá estou despudorada...lá estou encolhida em meu sofá de dois lugares, bem encolhida
Recolhida, olhando as telhas cinza, vendo os pardais se aglutinarem em meu varal...
E lá estou febril em meu cobertor azul, num calor assombroso, numa chama em mim mesma...
E ela existe, eu afirmo! Persiste, eu reafirmo e está aqui, já faz parte do meu corpo...
E me confunde a cada segundo, muito mais...
Eu não nego, não relego...a cá estou...
22 de set. de 2005
Castigo
Preciso de definições, ainda mais, do que as que tenho doadas pelo meu pai mais adorado.
Em determinadas fases da vida passamos a crer que pequenas definições etimológicas não satisfazem, não dão a nós o obstinado prazer do conhecimento. Desconheço.
Castigar - verbo transitivo - infligir castigo a; punir; corrigir.
Atende a minha expectativa o último verbo.
Sempre pensei que era a isso que eu fui submetida.
A uma correção.
Refutando decadentemente a cada colocação opositora.
Fracassadamente.
A dialética me encanta!
De qualquer forma prefiro ser socrática (qual fêmea humana poderia ser atroz a ponto de "seguir" um ser tão desumano com o nosso sexo?)
Parar e ouvir a todos os murmúrios, zumbidos, estálidos secos de vozes fanhas.
Leio e ouço (pouco bem creio).
Descobri que estive enganada por vasto tempo.
Castigar.
Nunca fui castigada, corrigida, pois aprendi que isso ocorre apenasmente quando as outras pessoas - as que castigam - gostam de ti, de outra forma todo o "puxar de tapete" significa gélida indiferença.
Em determinadas fases da vida passamos a crer que pequenas definições etimológicas não satisfazem, não dão a nós o obstinado prazer do conhecimento. Desconheço.
Castigar - verbo transitivo - infligir castigo a; punir; corrigir.
Atende a minha expectativa o último verbo.
Sempre pensei que era a isso que eu fui submetida.
A uma correção.
Refutando decadentemente a cada colocação opositora.
Fracassadamente.
A dialética me encanta!
De qualquer forma prefiro ser socrática (qual fêmea humana poderia ser atroz a ponto de "seguir" um ser tão desumano com o nosso sexo?)
Parar e ouvir a todos os murmúrios, zumbidos, estálidos secos de vozes fanhas.
Leio e ouço (pouco bem creio).
Descobri que estive enganada por vasto tempo.
Castigar.
Nunca fui castigada, corrigida, pois aprendi que isso ocorre apenasmente quando as outras pessoas - as que castigam - gostam de ti, de outra forma todo o "puxar de tapete" significa gélida indiferença.
18 de set. de 2005
Tanto faz...
A solidão é algo que quis e quero
Mas quero estar sozinha-acompanhada
Quero estar vestida-nua
Quero estar certa-errada
Parecem palavras criadas
Parecem coisas feitas para dar certo
Certo no erro de minha complexidade amena
Misterioso na minha sinceridade escarnante
Certeza em meu acerto errante
E eu ser amante de quem não me ama
E ser mais uma, apenas, sacana
E ser alguém sem alma
E ser, das mulheres, a mais calma
E ser afeliz
E ser como nunca quis
Um pequeno ventrioloco
E ser alguém que vomito
Sou lacunas
Sou mares abissais
Sou tudo e nada em mim tão pequena
Sou grande e tudo vale a pena
Um misto de amargo e doce
De fel e mel
De inferno e céu
Comportada, mas devassa
Devassa, mas puritana
Grata e ingrata
Amorosa e odiosa
Num pacote de chicletes
Lá estão as minhas cores
Lá está o meu açucar
Sempre acaba, mesmo quando poupado
Sempre sem culpa, mesmo sendo culpado
E sempre morro, mesmo estando viva
E estou viva, mesmo que tenha morrido por alguns instantes
E minhas aventuras, são causos errantes
São estórias de uma figurante
São fatos de alguém que se esconde
São nada, diante da imensidão das palavras
São tudo, diante dos atos injustos
Sou um pacotinho de erotismo
Sou culpada, sou permissiva
Tanto faz
Sou um tanto faz
Um barquinho abandonado ao caes
A guerra, a paz
O adeus, o jamais, o nunca mais
Eu, o nada mais
Nada mais sou do que nada e tudo
Um serzinho pequeno, pouco conteúdo
Que julga demais e se entrega de menos
Que não tem pais
Que não tem ninguém mais
Que chóra seus ais
A quem não vê, jamais
A sensual, a dos atropelos tais
Claro que o sol vai voltar amanhã
O país é tropical
E é quase sempre ensolarado
Tudo é meio insosso, empapado
Tudo é meio estranho e malogrado
Quando no fundo das coisas, nada importa mais senão o seu próprio gozo
A sua própria aventura
O seu saber extrapolante
Eu sou, nada mais, do que uma aventura errante
Na vida de quem viu milhares de corpos, conhece centenas de corpos, deseja a dezena de corpos, mas ama a um só.
Jan em 27.08.2005 para Ninguém
Mas quero estar sozinha-acompanhada
Quero estar vestida-nua
Quero estar certa-errada
Parecem palavras criadas
Parecem coisas feitas para dar certo
Certo no erro de minha complexidade amena
Misterioso na minha sinceridade escarnante
Certeza em meu acerto errante
E eu ser amante de quem não me ama
E ser mais uma, apenas, sacana
E ser alguém sem alma
E ser, das mulheres, a mais calma
E ser afeliz
E ser como nunca quis
Um pequeno ventrioloco
E ser alguém que vomito
Sou lacunas
Sou mares abissais
Sou tudo e nada em mim tão pequena
Sou grande e tudo vale a pena
Um misto de amargo e doce
De fel e mel
De inferno e céu
Comportada, mas devassa
Devassa, mas puritana
Grata e ingrata
Amorosa e odiosa
Num pacote de chicletes
Lá estão as minhas cores
Lá está o meu açucar
Sempre acaba, mesmo quando poupado
Sempre sem culpa, mesmo sendo culpado
E sempre morro, mesmo estando viva
E estou viva, mesmo que tenha morrido por alguns instantes
E minhas aventuras, são causos errantes
São estórias de uma figurante
São fatos de alguém que se esconde
São nada, diante da imensidão das palavras
São tudo, diante dos atos injustos
Sou um pacotinho de erotismo
Sou culpada, sou permissiva
Tanto faz
Sou um tanto faz
Um barquinho abandonado ao caes
A guerra, a paz
O adeus, o jamais, o nunca mais
Eu, o nada mais
Nada mais sou do que nada e tudo
Um serzinho pequeno, pouco conteúdo
Que julga demais e se entrega de menos
Que não tem pais
Que não tem ninguém mais
Que chóra seus ais
A quem não vê, jamais
A sensual, a dos atropelos tais
Claro que o sol vai voltar amanhã
O país é tropical
E é quase sempre ensolarado
Tudo é meio insosso, empapado
Tudo é meio estranho e malogrado
Quando no fundo das coisas, nada importa mais senão o seu próprio gozo
A sua própria aventura
O seu saber extrapolante
Eu sou, nada mais, do que uma aventura errante
Na vida de quem viu milhares de corpos, conhece centenas de corpos, deseja a dezena de corpos, mas ama a um só.
Jan em 27.08.2005 para Ninguém
16 de set. de 2005
Nonsenses
Fusão
"Fundir, confundir, difundir, sem fusão.
Entrar, adentrar, penetrar, sem ejaculação.
Ficar, repartir, estar e ser, sem perpetrar a ilusão.
Aqui permanece, enrijece, embrutece o meu coração.
Depaupera, desespera, espera a quimera do medo que é a solidão.
Bate, embate, rebate a arte que aparta e reparte a minha coragem numa estranha dosagem que tenho comigo e dizer, pra valer, que sem ti amigo, engrandece a minha tristeza e por que não dizer com clareza sem fim, apodrece e morre?
E a natureza percorre, um vazio sem nexo, do devanear do sexo que a mim só socorre, e bem fundo algo morre aqui dentro de mim."
"Fundir, confundir, difundir, sem fusão.
Entrar, adentrar, penetrar, sem ejaculação.
Ficar, repartir, estar e ser, sem perpetrar a ilusão.
Aqui permanece, enrijece, embrutece o meu coração.
Depaupera, desespera, espera a quimera do medo que é a solidão.
Bate, embate, rebate a arte que aparta e reparte a minha coragem numa estranha dosagem que tenho comigo e dizer, pra valer, que sem ti amigo, engrandece a minha tristeza e por que não dizer com clareza sem fim, apodrece e morre?
E a natureza percorre, um vazio sem nexo, do devanear do sexo que a mim só socorre, e bem fundo algo morre aqui dentro de mim."
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