Preciso de definições, ainda mais, do que as que tenho doadas pelo meu pai mais adorado.
Em determinadas fases da vida passamos a crer que pequenas definições etimológicas não satisfazem, não dão a nós o obstinado prazer do conhecimento. Desconheço.
Castigar - verbo transitivo - infligir castigo a; punir; corrigir.
Atende a minha expectativa o último verbo.
Sempre pensei que era a isso que eu fui submetida.
A uma correção.
Refutando decadentemente a cada colocação opositora.
Fracassadamente.
A dialética me encanta!
De qualquer forma prefiro ser socrática (qual fêmea humana poderia ser atroz a ponto de "seguir" um ser tão desumano com o nosso sexo?)
Parar e ouvir a todos os murmúrios, zumbidos, estálidos secos de vozes fanhas.
Leio e ouço (pouco bem creio).
Descobri que estive enganada por vasto tempo.
Castigar.
Nunca fui castigada, corrigida, pois aprendi que isso ocorre apenasmente quando as outras pessoas - as que castigam - gostam de ti, de outra forma todo o "puxar de tapete" significa gélida indiferença.
Maldade das maldades diz o (...) tudo é maldade. Ela se faz e refaz no adeus e me ludibria no jamais. Eis a maldade do tirano bem.
22 de set. de 2005
18 de set. de 2005
Tanto faz...
A solidão é algo que quis e quero
Mas quero estar sozinha-acompanhada
Quero estar vestida-nua
Quero estar certa-errada
Parecem palavras criadas
Parecem coisas feitas para dar certo
Certo no erro de minha complexidade amena
Misterioso na minha sinceridade escarnante
Certeza em meu acerto errante
E eu ser amante de quem não me ama
E ser mais uma, apenas, sacana
E ser alguém sem alma
E ser, das mulheres, a mais calma
E ser afeliz
E ser como nunca quis
Um pequeno ventrioloco
E ser alguém que vomito
Sou lacunas
Sou mares abissais
Sou tudo e nada em mim tão pequena
Sou grande e tudo vale a pena
Um misto de amargo e doce
De fel e mel
De inferno e céu
Comportada, mas devassa
Devassa, mas puritana
Grata e ingrata
Amorosa e odiosa
Num pacote de chicletes
Lá estão as minhas cores
Lá está o meu açucar
Sempre acaba, mesmo quando poupado
Sempre sem culpa, mesmo sendo culpado
E sempre morro, mesmo estando viva
E estou viva, mesmo que tenha morrido por alguns instantes
E minhas aventuras, são causos errantes
São estórias de uma figurante
São fatos de alguém que se esconde
São nada, diante da imensidão das palavras
São tudo, diante dos atos injustos
Sou um pacotinho de erotismo
Sou culpada, sou permissiva
Tanto faz
Sou um tanto faz
Um barquinho abandonado ao caes
A guerra, a paz
O adeus, o jamais, o nunca mais
Eu, o nada mais
Nada mais sou do que nada e tudo
Um serzinho pequeno, pouco conteúdo
Que julga demais e se entrega de menos
Que não tem pais
Que não tem ninguém mais
Que chóra seus ais
A quem não vê, jamais
A sensual, a dos atropelos tais
Claro que o sol vai voltar amanhã
O país é tropical
E é quase sempre ensolarado
Tudo é meio insosso, empapado
Tudo é meio estranho e malogrado
Quando no fundo das coisas, nada importa mais senão o seu próprio gozo
A sua própria aventura
O seu saber extrapolante
Eu sou, nada mais, do que uma aventura errante
Na vida de quem viu milhares de corpos, conhece centenas de corpos, deseja a dezena de corpos, mas ama a um só.
Jan em 27.08.2005 para Ninguém
Mas quero estar sozinha-acompanhada
Quero estar vestida-nua
Quero estar certa-errada
Parecem palavras criadas
Parecem coisas feitas para dar certo
Certo no erro de minha complexidade amena
Misterioso na minha sinceridade escarnante
Certeza em meu acerto errante
E eu ser amante de quem não me ama
E ser mais uma, apenas, sacana
E ser alguém sem alma
E ser, das mulheres, a mais calma
E ser afeliz
E ser como nunca quis
Um pequeno ventrioloco
E ser alguém que vomito
Sou lacunas
Sou mares abissais
Sou tudo e nada em mim tão pequena
Sou grande e tudo vale a pena
Um misto de amargo e doce
De fel e mel
De inferno e céu
Comportada, mas devassa
Devassa, mas puritana
Grata e ingrata
Amorosa e odiosa
Num pacote de chicletes
Lá estão as minhas cores
Lá está o meu açucar
Sempre acaba, mesmo quando poupado
Sempre sem culpa, mesmo sendo culpado
E sempre morro, mesmo estando viva
E estou viva, mesmo que tenha morrido por alguns instantes
E minhas aventuras, são causos errantes
São estórias de uma figurante
São fatos de alguém que se esconde
São nada, diante da imensidão das palavras
São tudo, diante dos atos injustos
Sou um pacotinho de erotismo
Sou culpada, sou permissiva
Tanto faz
Sou um tanto faz
Um barquinho abandonado ao caes
A guerra, a paz
O adeus, o jamais, o nunca mais
Eu, o nada mais
Nada mais sou do que nada e tudo
Um serzinho pequeno, pouco conteúdo
Que julga demais e se entrega de menos
Que não tem pais
Que não tem ninguém mais
Que chóra seus ais
A quem não vê, jamais
A sensual, a dos atropelos tais
Claro que o sol vai voltar amanhã
O país é tropical
E é quase sempre ensolarado
Tudo é meio insosso, empapado
Tudo é meio estranho e malogrado
Quando no fundo das coisas, nada importa mais senão o seu próprio gozo
A sua própria aventura
O seu saber extrapolante
Eu sou, nada mais, do que uma aventura errante
Na vida de quem viu milhares de corpos, conhece centenas de corpos, deseja a dezena de corpos, mas ama a um só.
Jan em 27.08.2005 para Ninguém
16 de set. de 2005
Nonsenses
Fusão
"Fundir, confundir, difundir, sem fusão.
Entrar, adentrar, penetrar, sem ejaculação.
Ficar, repartir, estar e ser, sem perpetrar a ilusão.
Aqui permanece, enrijece, embrutece o meu coração.
Depaupera, desespera, espera a quimera do medo que é a solidão.
Bate, embate, rebate a arte que aparta e reparte a minha coragem numa estranha dosagem que tenho comigo e dizer, pra valer, que sem ti amigo, engrandece a minha tristeza e por que não dizer com clareza sem fim, apodrece e morre?
E a natureza percorre, um vazio sem nexo, do devanear do sexo que a mim só socorre, e bem fundo algo morre aqui dentro de mim."
"Fundir, confundir, difundir, sem fusão.
Entrar, adentrar, penetrar, sem ejaculação.
Ficar, repartir, estar e ser, sem perpetrar a ilusão.
Aqui permanece, enrijece, embrutece o meu coração.
Depaupera, desespera, espera a quimera do medo que é a solidão.
Bate, embate, rebate a arte que aparta e reparte a minha coragem numa estranha dosagem que tenho comigo e dizer, pra valer, que sem ti amigo, engrandece a minha tristeza e por que não dizer com clareza sem fim, apodrece e morre?
E a natureza percorre, um vazio sem nexo, do devanear do sexo que a mim só socorre, e bem fundo algo morre aqui dentro de mim."
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