Retornou à quimera
Retornou ao auge do sofrimento anunciado
Retornou ao alaranjado
Seu corpo é exigente, retoma a si, há cenas tórridas
Não há definições por partes
Define o que deseja e assim passa a ser
Deseja intrepidamente pertencer
Deseja devassamente possuir
São dois corpos
São duas gentes
Ama a um e deseja
Deseja e apenasmente carne, volúpia, lascívia
Quem ama se sorri
Quem deseja, deseja
Fidelidade há
Nela consigo
Fiel à alma, ao corpo
Contradição se confunde em pensamentos
Seu corpo mais que beijo, deseja
A corpos, a laços
Deseja também não sofrer tanto
Deseja a mais que isso, quer ser visto, tocado
Quer exaurimento descompassado
Quer permitir, quer ser invadido
A mente já não anda bem
Ela deambula e separa
Deseja aos dois
Deseja invasão e invadir
Deseja freementemente a permissividade dos pagãos
Aqui não há mais nem religião
Senão devassar e exaurir
Quer mais do que órgãos comprimidos, flameja
Quer mais que a doçura, deseja
Quer pele, quer ossos, quer almas
Quer corpos, quer sacudidelas, quer embaraços
Há organismos, há gentes
Com esses seus corpos exigentes, há de terminar sozinha
Se suga, se cheira, sucumbe.
Nada mais, nunca mais, ninguém mais
Só o porto e o cais de sua paz em seus mares abissais.
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