Saúde a saudade!
Saudosa vontade da carne cálida
Do suor e da voz
Querer irracional, feroz
Do dever obtuso desse sábio intruso que me invade loquaz
E me ata, ateia, aquece
E quase ébrio, meu pequeno corpo enlouquece
Saudade tórrida do membro hirto
Saudade cáustica que corrói e lateja
Abissal maldade que é a minha saudade
Da boca dulcíssima que a mim me beija
Extrema e dolor, já quase mata
E todo o meu nó a mim desata
Tenaz saudade da insana vontade
De ferir meu sexo pudico
E lamber minha ferida válida
Saudosa saudade da língua que me desvirgina
O dolo do ardor que a mim contamina
Perpétua se faz
E me retoma
Leva-me à tona
E denuncia minha validade
Dói em todo o meu corpo
O terror que é essa saudade
Que como você, objeto do ardor
Sem pedir nem querer
Só a mim me invade.
Pensei deveras em escrever, sonhei em escrever um texto lindo, mas decidi escrever ao léo.
Hoje é um dia muito especial pra mim, é o meu aniversário, data que cultuo com fervor.
Antes de mais nada eu só vim aqui escrever e agradecer a todas as pessoas que significam pra mim e que eu significo pra elas, não sou apenas uma existência tola.
O valor, o sabor e o calor de tê-las comigo é algo com maior significado e cheio de significância.
Significar – verbo transitivo;
ter o significado de;exprimir, querer dizer;ser sinal de;denotar;manifestar;dar a entender;traduzir-se por;notificar, participar.
Exprimo por meio do meu significado, o quão é significante ter todos os meus amores significando e existindo além da minha vaidade e além do que eu mesma quero.
O poder que disciplina
A disciplina é o banquete do poder e me poda
Todo o pesar e sentimento disciplina sem poder
Sem poder atingir o alvo
Sem poder resolver o dilema
Sem poder alcançar o amor
Sem poder solucionar o problema
Aquele que encarcera minhas asas de liberdade
Aquele que alimenta o sexo da minha vaidade
Aquela que sinto por seu corpo, meu
Aquela que pertence ao lúbrico desejo, seu
O poder pode disciplinar a verdade ou a verdade disciplina o poder?
O que verte e arde é o pejo do infernal desejo
Eu posso me perder na minha verdade, vontade de perder-me
Eu posso me entregar ao abismo dos seus braços e cair em seu esplendor
Posso agir secamente, cínica e indócil ser só torpor
E doer a dor que mais dói e peleja
E beijar, onírica, ao doce céu que a mim me beija
Ainda mais, ao caos e seus breus
Cair no mar dos seus céus
E morrer amargamente na minha verdade insolúvel
A verdade que disciplina o meu poder ou o meu poder que disciplina a verdade e me disciplina?
O que é verossímil e palpável é o ardor
Aquele que flameja minhas entranhas e minha boca
Aquele que invade atroz a minha mente
A verdade, a real verdade é a minha saudade
Da sua boca no meu sexo quente.