25 de jun. de 2006








Realmente neste dia 25.06.2006, aniversário do papai, dia de parada gay em BSB e melancolia 100% só me senti compelida a plagiar...


Sete Cidades

Já me acostumei com a tua voz
Com teu rosto e teu olhar
Me partiram em dois
E procuro agora o que é minha metade.
Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu.
Meu coração é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda os caminhos do mundo.
Quando não estás aqui
Tenho medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo junto ao meu.
Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais
E já me acostumei com a tua voz:
Quando estou contigo estou em paz.
Quando não estás aqui,
Meu espírito se perde, voa longe.

Pra quem será que dedico? Dificil mesmo de saber!


17 de jun. de 2006

O meu amor


Refleti. Pensei. A vários interregnos me atirei e num mar infrutífero e abissal eu caí. Digo-te: amor que é amor não precisa de tempo, nem abdica o seu amor em favor de orgulhos e decisões precipitadamente acertadas. Amor que é amor perdoa e perdura, dura, fura, permanece. Amor que é amor ouve, fala. Amor que é amor não se vai, não abandona. Arraiga, aquece. De tudo, amor que é amor não julga, não arrefece. Faz ressurgir vida que no mar abissal foi atirada. Amor é respeito, amor é aceitação, amor é o pouco de tudo em nada.

11 de jun. de 2006

Vaidade - A descoberta


Era quente. Era dolorosamente quente. Era ardentemente quente.
Fogo fátuo, cândido.
Era quase escarlate, era uma estrela cadente.
Era uma descoberta de mim mesma tão fascinante quanto às ondas do mar.
Salgado e espesso quanto a mim mesma. Denso e delicioso quanto ao meu próprio gozo.
Cálido, válido, trêmulo.
Estava escuro e muito claro, era claro.
E tinha medo, medo pelo desconhecido. Tinha segurança, segura pela total insegurança.
Era amoroso, o calor de mim mesma em outro corpo.
Era o início, o início do meu próprio fim.
Um vício petulante, amargoso.
Era doce, o seu olhar, era seguro, o seu jeito.
Foi fascinante.
Sentir toda a água do seu mar em mim.
Engoli o mar.
Mesmo conhecendo-o um dia depois, era o prelúdio do oceano.
E amei cada milímetro.
Era um barco embriagado.
De tanto desejo e tanta lucidez válida.
Senti medo.
Depois compreendi.
O que sentia realmente era complemento. Em sua forma de extensão de mim mesma, de nós.
Compreendi que a compreensão não me acompanhava, e não me acompanha tanto.
Vivifiquei. Vivi. Sorri.
O seu gozo em mim. Tão denso e salgado quanto ao meu mesmo, suave. Quanto ao mar que entrava em mim.
Que não por suas portas legais e legíveis.
Pelos métodos carnais e plausíveis.
Vi seu corpo em mim e vivi.
Vivi o momento em mim e fui.
Fui agora sem medo.
Fui agora sem horror
Fui descompassada, mesmo que erroneamente.
Fui eu mesma.
Sem pejo, além de tudo o meu próprio desejo.