Mais um relato acerca da relação amorosa, quase louca, em mais um solilóquio do pobre autor...
O leitor
O leitor mente.
Ele finge não saber a trama.
Ele vangloria o autor ao drama.
Esconde-se detrás de seu próprio medo.
Mas lê com prazer o que o autor descreve.
Ele se imagina nas fantasias do autor.
O autor é seu, numa forma stricto.
O que é legítimo procura licitude.
Vontade, confunde-se com o autor: dorme em berço esplêndido.
Demora, agora, hora, ora!
Dor é o que causa.
Mas o autor disse que extrai prazer da dor.
Prazer é o que provoca.
Afirma, confirma, firma.
O amor do prazer na dor do autor.
O fim do autor é ter o leitor.
E o leitor lê e goza do próprio gozo do autor.
Eles se entrelaçam.
Um ama escrever e o outro ama ler o que é escrito.
O sufrágio do prazer num sucinto manuscrito.
O autor escreve para que o leitor leia.
E causa tepidez e o incêndio, incendeia.
Novamente vislumbro o insano calor.
Nessa trama fascinante.
Nesse fogo faiscante.
Entre autor e leitor.
O autor já é insano que prevê os atos do leitor e vê todos os erros que in – sanamente comete.
Jan em 06.04.2006
Maldade das maldades diz o (...) tudo é maldade. Ela se faz e refaz no adeus e me ludibria no jamais. Eis a maldade do tirano bem.
29 de abr. de 2006
13 de abr. de 2006
O autor
Bem, esta poesia é o início de uma série de confusões entre autor e leitor, pelo nível de intimidade, nota-se que o leitor não é um mero e o autor em forma stricto doa-se sem pudor ao seu estimadíssimo leitor, o que já não é nenhum segredo.
O autor
O autor deseja o desejo. Vangloria-se por ser querido. Martiriza-se por ser mal-amado.
Dentro do seu fogo fátuo, incendeia.
É isso o que autor deseja: o incêndio.
Ele chama as chamas perversas e perverte o denso gelo: queima.
Ele autua os autos de seus procedimentos: pró – cede (procede).
Dorme em berço esplendido: demora.
Ele se entrega ao bandido: rouba a cena.
Ele mesmo se acusa: o acusado.
Encurrala a tepidez sem dor: candura.
E se perde no inferno de seu fogo.
E morre ardendo no céu de sua graça: orgasmo.
O autor pede clemência e não tem mais nem pudor.
Porque a loucura ou a ausência de (in) lucidez é constante.
By Jan em 04.04.2006
O autor
O autor deseja o desejo. Vangloria-se por ser querido. Martiriza-se por ser mal-amado.
Dentro do seu fogo fátuo, incendeia.
É isso o que autor deseja: o incêndio.
Ele chama as chamas perversas e perverte o denso gelo: queima.
Ele autua os autos de seus procedimentos: pró – cede (procede).
Dorme em berço esplendido: demora.
Ele se entrega ao bandido: rouba a cena.
Ele mesmo se acusa: o acusado.
Encurrala a tepidez sem dor: candura.
E se perde no inferno de seu fogo.
E morre ardendo no céu de sua graça: orgasmo.
O autor pede clemência e não tem mais nem pudor.
Porque a loucura ou a ausência de (in) lucidez é constante.
By Jan em 04.04.2006
2 de abr. de 2006
Passadas
Há um estágio em que o ponto de partida determina a ausência da minha própria inércia e mesmo estando novamente no começo, parece que eu ando com o mundo e embora tantas perdas não mais me sinto estacada no meio do caminho, também ando!
Explorar o desconhecido e conhecer o explorado.
Aprendi, com as perdas, a perder melhor.
Aprendi, com os erros, a errar menos e errar novo.
Im – pacientemente espero e ando. Ando esperando.
E sei o que não sei e me perco nessa douda discrepância.
Declarar o fato é essencial, declaro com objetividade, mesmo sendo amplamente subjetivo o que aprendi a fazer. Acho que nesse ínterim de perdas e contratempos aprendi a confiar e amar sem medo, apenas acho.
Concomitantemente ardo e canso.
Canso de arder.
Ardo até cansar.
A verdade absoluta, deste momento, é esta: ardo até cansar, descanso, e ardo tudo novamente como no meu próprio ciclo menstrual. E fico ardendo e cansando até quando eu não sei.
Aprendo a relevar e uso armas de um ser sozinho que se envolve numa casca com medo de se machucar. Mesmo assim machuco, porque a minha própria natureza me obriga e me doar, nasci para ser minha e dos outros e dou o que, por ora, é o que tenho a dar.
Felizes são os que me sorvem em quase plenitude, pois só assim alcançarão meu EU completo, até mais do que eu mesma – poço de bondade que machuca!
Machuco a dor de outrem e faço-o doer.
Dissemina-se a dor.
E sufoco com o prazer que se extrai da dor, não sinto mais dor – sou dormente – agora só prazer. A dor continua doendo, porque sempre se dói, mas é subserviente ao prazer que sinto.
O autor brinca, o autor se dá, desfrute enquanto é tempo.
Explorar o desconhecido e conhecer o explorado.
Aprendi, com as perdas, a perder melhor.
Aprendi, com os erros, a errar menos e errar novo.
Im – pacientemente espero e ando. Ando esperando.
E sei o que não sei e me perco nessa douda discrepância.
Declarar o fato é essencial, declaro com objetividade, mesmo sendo amplamente subjetivo o que aprendi a fazer. Acho que nesse ínterim de perdas e contratempos aprendi a confiar e amar sem medo, apenas acho.
Concomitantemente ardo e canso.
Canso de arder.
Ardo até cansar.
A verdade absoluta, deste momento, é esta: ardo até cansar, descanso, e ardo tudo novamente como no meu próprio ciclo menstrual. E fico ardendo e cansando até quando eu não sei.
Aprendo a relevar e uso armas de um ser sozinho que se envolve numa casca com medo de se machucar. Mesmo assim machuco, porque a minha própria natureza me obriga e me doar, nasci para ser minha e dos outros e dou o que, por ora, é o que tenho a dar.
Felizes são os que me sorvem em quase plenitude, pois só assim alcançarão meu EU completo, até mais do que eu mesma – poço de bondade que machuca!
Machuco a dor de outrem e faço-o doer.
Dissemina-se a dor.
E sufoco com o prazer que se extrai da dor, não sinto mais dor – sou dormente – agora só prazer. A dor continua doendo, porque sempre se dói, mas é subserviente ao prazer que sinto.
O autor brinca, o autor se dá, desfrute enquanto é tempo.
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