15 de out. de 2005

É costumaz...

Ao som de "Beatriz"

Não é desejo
Não é vontade
É um respeito tremendo
Sou dona de mim e de mais ninguém, posso me conter, mas ninguém mais eu posso
Não posso obrigar a moça a me amar e me achar a 8ª maravilha...
Mas posso dizer que a escolha fica a seu critério, posso oferecer meu peito inalterado para que ela se deite e posso expor a minha opinião, posso dizer o que acho, sempre me baseando em conhecimento vivenciado, posso deixar e ouvir, posso me doar, me abandonar...
O que mais eu posso fazer é ir embora e vou! Afirmo, vou embora...
Posso também me alterar, ser feroz, ser atroz e extremamente fria...
Posso expor apenas o que sinto, sem racionalidade alguma
Posso deixar a ferida aberta p'ra qualquer um ver e pisar ou tentar sarar...
Posso fazer muitas coisas, posso pensar, posso me achar a melhor pessoa, posso tentar ser
Mas o que mais posso é me calar e deixar claro, por meu olhar, que nada me agrada
Mas, e quem não me vê? Quem não tem a sorte de olhar em meus olhos tristes e rígidos?
O que posso fazer para ser igual com eles?
O que posso fazer para ser mais enérgica? Menos pacata? Menos marasmenta?
Posso escrever, como faço agora...
Posso me calar e ficar ausente e prefiro...
Não sou falta, não quero ser falta, não quero ser motivos...
O que mais é permitido saber ao meu respeito?
Sabe um medo?
Um medo de ser o ridículo, não porque vc se considera, mas vc estima demais alguns pensares?
Sabe o que é medo? Ser o medo, mesmo na força mais forte?
Naquela força, onde vc suporta tudo? Tudo vc aguenta inalterado (a)?
Você ouve ofensas, você vê misérias, você escreve tragédias, você fala sandices...
Você sabe de tudo o que é permitido e se agrura por não poder, de um certo modo, expôr, porque você se considera dramático demais?
Conta algo e já sabe que se arrependerá depois?
Não porque você é a pior das pessoas, não! Você se considera sempre muito forte e é...
Saber do medo, não é saber o que o causa e a causa sempre é uma negativa de felicidade.
E a causa é o motivo de sua desconfiança, de sua observância demasiada em pequenos fatos...
Porque a causa, porque uma causa é a escultura de sua fraqueza...
Quem quer ser fraco ao seu estimado?
Quem quer se mostrar fraco diante de seu opressor?
Quem quer ser fraco diante do seu devaneio-dispárico? (eu inventei agora)
Quer ser a presa, quer ser o alvo, o alvo que receberá a flechada e não o afago?
Quem quer?
Qual altruista quer?
A covardia é uma acompanhante que cobra caro, ou nem cobra, ela faz o seu serviço e vc é que paga caro porque a deixou te acompanhar...
Por mais deliciosa que se apresente, mais famélica, mais divina, é recusada por mim...
E a coragem tem um caso sórdido comigo...
A gente faz loucuras de vez em quando...
Mas tenho um defeito (ainda mais um)
Mantenho outro caso estreito com o orgulho e nos enlaçamos forte!
Ele tem as mãos delicadas (nada pessoal) e me invade e penetra e perpetra algum rancor...
Com este outro eu brigo mais do que "faço amor" (estou abalada, eu? usando eufemismo? Tem algo errado!), na verdade às vezes ele me violenta...é cruel e dolorido...


"Olha, será que ela é moça? Será que ela é triste? Ou será que é o contrário?
...será que é loucura? será que é cenário?
...me ensina a não andar com os pés no chão, para sempre é sempre por um triz
Diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
...e se um dia ela despencar do céu?
...e se os pagantes exigirem bis?
...e se eu pudesse entrar na sua vida?"

Nenhum comentário: