Vista-se! Eu te despi!
Não te amostras, não elucidas...
Por quê tanto eufemismo?
Por quê tonto ilusionismo?
Vamos, ande! Faça amor!
Fabrique! Estou esperando!
Que mal há em fazer sexo com amor, ao invés de eufemizar tudo e fazer amor?
A dura realidade fuzila, confesso, mas eu deveria ver o lado romântico...?
“Todos os realistas são infelizes, deprimidos, empiricamente falando”.
Como encarar com romantismo tão fuzilante declaração?
O que há de mau na realidade?
O que há de ruim em ser claro e objetivo, respeitando com logismo alguns momentos em que calar vale muito mais?!
Ande meu bem! Vou dar a Luz!
Subentende-se a luz do mundo?
Que luz é essa que darei?
A frustração bateu em minha porta e foi romântico!?
Foi maravilhoso aquele em que um ser totalmente desprovido de malícia me veio confrontar: “Existe amor a primeira vista!”
Passados 20(vinte) anos, descobri o amor, passaram-se 20(vinte) anos e eu só percebi quando a vida tomou forma de morte...
Quando arde, acelera e excita é paixão, novamente bato na mesma tecla, novamente estou aqui para abrir os olhos do leitor...
Não te abras tanto, não te entregues tanto, não te denuncies! Não digas, sinta, pululante, ofegante ruído inaudível que tu mesma fazes;
Olhes em tua volta, por favor, vejas!
Súplicas te faço!
Não te despeças, não te abandones...
Ouça as batidas paulatinas de meu pulso...
Vejas que minha pele resseca
Vejas que me despi
Olhes aqui meus mamilos róseos!
Por favor, olhes, olhes aqui além de meu peito
Vejas o quanto de sangue bombeia
Sinta a taquicardia
Aproximes-te mais, invada-me atroz!
Por Deus! Não feches os olhos da mente, não feches os olhos da alma!
Vejas-me, me sintas, sucinta te vais!
Por favor, não sofras...
Não conheças o lado translúcido do muro...
Tudo dará certo, tu não sofrerás, tu não verás a luz no fim do túnel, porque nunca entrarás nele, porque tu nunca cairás...
Porque de nuvem em nuvem se chega ao céu, porque só haverá mel, já que foste criada para isto...
“Certo dia tive o imenso prazer de conhecer um rapaz que se chamava Ed (sim, é Ed mesmo, não é abreviação de outro nome), o Ed é (era) um rapaz dotado de extremo conhecimento, muito mais do que muita gente que conheci; um dia sentei ao seu lado (do ed, perdoe pela ambigüidade que gerei), peguei em sua mão, tão delicada, tão macia, conversei muito tempo com ele e perguntei como funcionava a máquina que estava sob a mesa dele, ele disse que era simples e perguntou se eu queria ver como funcionava a máquina, eu respondi positivamente, então ele começou a apertar os botões... ele fez o alfabeto, os números e também meu nome na máquina de Braille dele, sim, o Ed é (era) cego, embora isso ele nunca deixou de ver a realidade, nunca fechou os olhos da alma dele; nunca viu o sol, não sabe o que é o verde, nem o azul, nada. O Ed foi um impulso, o Ed me ensinou a ver a realidade que eu não via...”
É duro acreditar em Deus já que não O vemos, mas talvez Ele seja o Ser mais real, mais imbuído de realidade e racionalidade...
Enxergar à nossa frente, isto te peço, olhes com cautela o chão que pisas, vejas, por Deus, vejas!
Não quero teu sofrimento, jamais!
Sejas um pouco comedida...
“Os olhos são a luz da alma”
Tua alma está carregada de escuridão, porque te negas a ver a verdade.
Sorrias comigo! Deixe-me fazê-la sorrir...
Deixe-me mostrar a rela felicidade;
Deixe-me te invadir;
Deixe-me percorrer em tua mente...
Deixe-me saber teus desejos, teus anseios;
Deixe que eu mostre uma luz, uma defesa...
Deixe-me agir com leveza nessa alma voraz...
Deixe-me lamber tua decência
Deixe-me sugar tua agonia
Deixe-me devastar teu corpo e ressequir teu sono
Não me deixe cair no engano de te querer e sucumbir...
À A.F.L
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