Visão Unilateral de uma girafa
Simbiose
Nota do autor: Não desejo resposta, apenas reflexão.
Aclive, conclave, declive, oh clave!
A mim me é penoso recordar.
Recordar o recorde de doações que fiz de mim mesma.
Recordar o racional raciocínio do meu próprio declínio nessa nossa discrepância.
Vejo-a puramente incongruente!
Eu questionaria o desejo de fusão, inexistente na adversidade dos seus atos e quereres. É o que vejo e sempre me acusei por recordar o desejo a mim competente e descartar, acertadamente, qualquer fumaça de vontade que ti poderia fluir, esperançosa – eu – pauvre femme! Pauvre Femme!
O quadro sinótico desse caráter verossímil e conspícuo – o meu – deixa claro, redundantemente, o quanto me sinto massacrada pelo voraz querer – e isso nem é mais meu.
E, eternamente perfeito seria se eu pudesse parar de redigir autocríticas, devodatamente, ao nosso respeito, ao meu respeito – isolo-me ao meu buraco negro.
Ardo e árdua sou.
Canso e cansada estou.
O relatório é sucinto, pergunto: será que é tão difícil assim?
By Jan em 24.03.2006 –22:32 h
Maldade das maldades diz o (...) tudo é maldade. Ela se faz e refaz no adeus e me ludibria no jamais. Eis a maldade do tirano bem.
26 de mar. de 2006
5 de mar. de 2006
21 de março
Eu me estranho, me desconheço
Esfacelo os maus sem ais de um recomeço
Não importa quem foi tal, o sal, eu ensandeço
E teu sobrenome, sem pré ou pronome, enlouqueço!
Qual é teu nome?
Qual é tua vida?
Buscaste alma esquecida no mar das almas?
Sangraste da mesma ferida nos seios de mulheres calmas?
De ferida cálida, disfarçaste a sua trôpega e inválida sensação libertina?
De mulher em mulher se desfez em meus braços pudica menina?
E minha pelo segundo foste descompassada
E doce beijou-me como se fosse eu tua amada?
De dor em dor se desfez a minha chama
De antro em antro dormiste a cá em minha cama?
E te despiste, e nua a mim mostraste teu peito lívido
E apareceste imaculado teu coração vívido...
Amante onírica que sempre estás comigo
Pungente e apática...comportada e fanática
Do meu fanatismo, meu maniqueismo
És a profundidade do meu abismo
E do mar de sal
Do caos
sem maus
orquídea ancestral...
Porque a loucura e a negação parecem ser constantes...
Esfacelo os maus sem ais de um recomeço
Não importa quem foi tal, o sal, eu ensandeço
E teu sobrenome, sem pré ou pronome, enlouqueço!
Qual é teu nome?
Qual é tua vida?
Buscaste alma esquecida no mar das almas?
Sangraste da mesma ferida nos seios de mulheres calmas?
De ferida cálida, disfarçaste a sua trôpega e inválida sensação libertina?
De mulher em mulher se desfez em meus braços pudica menina?
E minha pelo segundo foste descompassada
E doce beijou-me como se fosse eu tua amada?
De dor em dor se desfez a minha chama
De antro em antro dormiste a cá em minha cama?
E te despiste, e nua a mim mostraste teu peito lívido
E apareceste imaculado teu coração vívido...
Amante onírica que sempre estás comigo
Pungente e apática...comportada e fanática
Do meu fanatismo, meu maniqueismo
És a profundidade do meu abismo
E do mar de sal
Do caos
sem maus
orquídea ancestral...
Porque a loucura e a negação parecem ser constantes...
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