
Porque a alma é uma via lactea, etérea
Porque o corpo é feminino, menino
Porque a minha alma é um corpo etéreo feminino
Porque o meu feminino, precisa do corpo menino
E o menino do feminino que é menino, menina
Que segue a sina dos corpos
Do torpor das almas, almas felizes com corpos, infelizes sem almas
Almas felizes sem corpos
Porque o poeta devaneia sobre o corpo feminino
Seu menino, devaneia na veia a dor
O langor do corpo ferido, proferido, preferido
Um corpo feminino, o meu, o seu
Entregues ao chão do esplendor.
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