11 de ago. de 2006

Soneto da Fidelidade












De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, pôsto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Que dure o que persiste...

3 comentários:

joaninha disse...

Por acaso cheguei a este blog e li. Li, gostei e entendi o quanto transmite. Estar em solidão, dá-nos uma capacidade enorme de transmitir ao papel a nossa dor, o nosso momento sem procura.
Um beijo e continua escrevendo, que é o escape da alma... Voltarei.

Marla de Queiroz disse...

Sumimos uma da outra ou a Primavera mudou de flor???rsrsrs
Beijos.
Saudades.

Elenita Rodrigues disse...

eu vou roubar a foto =))

MORRENDO de saudades!!!
nos vemos na Míriam domingo?

bjinhos =***